Bem conhecemos um ditado que diz: “Saco vazio não para em pé”, no campo espiritual podemos dizer que não para em pé um cristão que não tem vida de oração. É fato que todos nós passamos por momentos de alegrias e tristezas, momentos que estamos irradiantes com o nosso serviço e momentos que mal sabemos qual o sentido do servir. Como esquecer então da vivência do primeiro amor?
Ahhhh o primeiro amor, tudo é lindo, tudo está certo, só há razões para sorrir, brincar, alegrar-se... Você lembra como sua vida ficou quando conheceu a Deus? Lembra-se de quando viveu com Ele esse “primeiro amor”? As orações fluíam, o agradecimento era constante, o Senhor sempre falava, você sempre O escutava... Chegamos ao ponto principal: Ouvir e falar com Deus.
Orar, rezar, nada mais é do que se colocar diante de Deus e conversar com Ele. Deus ouve a oração do humilde, Santa Tereza d’ Ávila já dizia: “Vocês pensam que Deus não fala porque não se ouve a Sua voz? Quando é o coração que reza Ele responde”. Deus ouve o nosso coração, Ele conhece o íntimo de cada um de nós. Quando falamos o que está dentro do nosso coração,quando usamos da verdade e expomos nossos sentimentos, anseios, medos, Ele ouve a nossa prece.
É por isso que não existe um segredo, uma regra para rezar, existe apenas um coração rendido diante do Pai e um Pai que transborda amor. Mateus 6, 6 diz: “Quando orares entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e o teu Pai, que vê num lugar oculto recompensar-te-á.” Em outras palavras Mateus nos disse: Quando quiseres rezar, entra no teu íntimo, esquece o mundo lá fora, e conversa com teu Amigo, Ele te ouvirá, e te dará apenas aquilo que for bom para ti.
A vida de oração é de suma importância para aquele cristão que teme ao Senhor. Quando nos tornamos servos do reino de Deus nossa responsabilidade cresce ainda mais. O que podemos dizer então daquele servo que não ouve a voz do seu Senhor?
“A espiritualidade não só pode ajudar, como ela precisa. Nós músicos católicos precisamos levar Deus, como diferencial ao povo. Se não fazemos isso, não estaremos fazendo nenhuma diferença com relação à música secular, para isso nós devemos passar pela experiência, tendo muito mais propriedade em anunciar, cantar e De levar as pessoas ao encontro com Deus se eu por primeiro fizer este encontro. Então, é preciso que o músico saiba que o primeiro que precisa experimentar somos nós [...]. Não sejamos aqueles anunciam aquilo que os outros devem experimentar, isso é orgulho, autossuficiência, pois preciso saber que eu sou filho de Deus assim como os outros, mas que Deus me deu uma missão de cantar, de evangelizar através da música, através do meu instrumento, e que essa espiritualidade precisa, primeiro começar em mim para que assim eu possa com muito mais propriedade testemunhar e evangelizar como os outros.” Afirma Nilton Júnior.
Como podemos pedir que às pessoas clamem o Espírito Santo para a vida delas se nós não o trazemos para o nosso dia-a-dia? Devemos ter a consciência de que tudo o que transmitimos através do nosso cantar, tocar, ministrar, deve ser nada mais nada menos que uma continuidade da nossa vida de oração, uma consequência, se assim podemos dizer. Um transbordar do que temos dentro de nós.
Nossa espiritualidade vai desde a oração pessoal até à celebração da Santa Missa, auge da espiritualidade católica. Outra fonte da qual o músico católico precisa beber é a Adoração Eucarística.
O músico católico deve sempre clamar o Espírito Santo para sua vida, é d’Ele que virá toda a inspiração para conduzir louvores, compor melodias, é da experiência com a Palavra que virão as letras, um cantar e um tocar só atingirá o coração dos homens se estiverem ungidos pelo Santo Espírito.
“A boca fala aquilo que o coração ta cheio...”. O músico católico precisa está cheio de Deus para que os outros conheçam a Deus. Não saberemos falar dAquele que não conhecemos, do qual não experimentamos.
“Quem não deixa de caminhar, mesmo que tarde, afinal chega. Para mim, perder o caminho é abandonar a oração.”
“O Senhor sempre dá oportunidade para oração quando queremos ter”
Santa Teresa de Ávila
Ana Raquel
Ministra de música na comunidade Salve Maria